terça-feira, 24 de novembro de 2009

Araguari revisitada

Olhando algumas fotos do acervo do Aluísio Nunes de Faria, importante jornalista de Araguari, pude revisitar lugares onde passei momentos inesquecíveis de minha vida no meu tempo de estudante. Eu era um jovem inquieto e andava por toda a cidade, seja com meus amigos, ou quando meu pai me incumbia de alguma missão. Ou ainda porque estudei em várias unidades do Colégio Estadual Professor Antônio Marques. Entre as fotos, posso ver o quanto sempre foi bela a praça da Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus. Outro lugar que frequentei muito durante os anos da minha mocidade, antes dos 18, foi a Igreja Presbiteriana de Araguari, pois minha família era composta de membros daquela igreja. Eu participei de muitas atividades da Mocidade Presbiteriana de Araguari, na Central e nas filiais, e lá fiz muitos amigos. Mas gostoso mesmo era acordar aos domingos de manhã bem cedinho com o burburinho da comunidade chegando pra trabalhar na feira livre de Araguari, que nascia bem em frente da minha casa, na Rua Jaime Gomes n° 1123. A casa ainda está lá, praticamente no estilo que meu pai, Eli Ribeiro, construiu, tendo sido terminada e bem melhorada, mas a mesma. O Cemitério do Senhor Bom Jesus é onde estão enterrados muitos de meus parentes, entre eles, minha vó Enedina Gonçalves de Oliveira, meus avós paternos e tios. Já a sede atual da Câmara Municipal de Araguari, na Rua Coronel José Ferreira Alves, foi um presente à população araguarina, por ser uma das casa mais bonitas da cidade de todos os tempos. A região central da cidade pouco mudou, a não ser por melhorias e reformas, e novas lojas que foram chegando com o desenvolvimento da cidade. O Hospital Ferroviário da Estrada de Ferro de Goiás, onde nasci, além de mais seis dos meus sete irmãos - já que minha irmã caçula nasceu em casa - faz parte integrante do conjunto da antiga Estrada de Ferro Goiás, onde meu pai trabalhou desde os 12 anos de idade e onde depois veio a se aposentar. Patrimônio público do Estado, o hospital fica na Praça dos Ferroviários, onde brinquei muito enquanto minha mãe levava meus irmãos para consultar com os médicos Dr Oabi Gebrim e outros famosos da época. Imagens da Rua Marciano Santos com Praça da Constituição, as praças Manoel Bonito e Getúlio Vargas também são marcas indeléveis em minha memória de menino pobre de Araguari, juntamente com o Palácio dos Ferroviários e o Aeroporto Santos Dumont. Além delas, recordo perfeitamente o Estádio Sebastião César, do Fluminense, junto com o Bosque John Kennedy, onde escrevi dezenas de poesias e li diversos autores da literatura brasileira e portuguesa. E também o Estádio Vasconcelos Montes, onde sempre torci pelo meu time de craques da época, o Araguari Atlético Clube, e onde estive com figuras impolutas como o jornalista Mário Nunes e o meu querido professor Juvenil de Freitas, o Michel Rady e o dedicado Waldemar Oliveira. Não me esqueço, não posso esquecer dos lugares, dos amigos, dos momentos e de tudo que fez parte de minha vida em Araguari, de 1959 a 1978, quando minha família mudou-se para Uberlândia. Em 1980 fui para Uberaba, onde morei até meados de 1982, e de lá vim para morar em Brasília, onde casei e tive dois filhos, Lucas e Lorena, e onde hoje estou em meu segundo casamento, do qual recebi por presente, a minha netinha Bárbara, de 4 anos. Estou hoje trabalhando como jornalista na Câmara Legisltiva do Distrito Federal, mas preparo a minha volta para meu lugar de origem: Araguari, Triângulo das Minas Gerais.

Um comentário:

Aloisio Nunes de Faria disse...

Eli Ribeiro, grande homem! Empreendeu na imprensa com o Informador Comercial e Industrial de Araguari.