quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Feliz Natal a todos e um 2011 de muitas realizações!


Esse ano passarei o Natal em Brasília e não nas Gerais. É que a cada ano sim, ano não, eu e minha companheira de estrada e casa e cozinha, Maria Helena, revezamos para passar com nossas famílias. Ano passado passamos em Uberlândia e visitamos parentes e amigos em Araguari. Mas não importa onde estejamos, a alegria é a mesma e o que prevalece é o espírito natalino, celebração da chegada do Deus menino, o redentor.

Quero desde já desejar a todos que me lêem e aos meus amigos de fé, de jornalismo e publicidade, de jornada por essa longa caminhada que juntos avançamos a cada dia: um Natal de Paz, Amor, Fraternidade, Esperança e Renovação.

Que no ano de 2011, você meu amigo, minha amiga, meus irmãos, possamos construir um novo rumo, uma nova direção. E que não deixemos de sonhar e acreditar que tudo pode ser melhor, muito do que fizermos seja por um mundo melhor, mais justo e mais feliz. Em cada coração, uma nova esperança.

Até breve!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Sete museus contam história de Uberaba

(Museu de História Natural Wilson Estevanovic - Foto: Jornal de Uberaba)


Apesar de sete museus e algumas galerias, Uberaba tem apenas cinco registrados no Cadastro Nacional de Museus. E o número de museus mostra preocupação em preservar e manter seu acervo histórico e cultural no município.

Os museus cadastrados são Museu de Arte Decorativa José Maria dos Reis (Mada); Museu de Arte Sacra; Museu dos Dinossauros e Centro de Pesquisas Paleontológicas Llewellyn Ivor Price, em Peirópolis, Museu do Zebu, cujo nome cadastrado é Fundação Museu do Zebu Edilson Lamartine Mendes, e Museu Chico Xavier, cujo nome cadastrado é Casa de Memórias e Lembranças de Chico Xavier.

Arte Sacra – O Museu de Arte Sacra está instalado na Igreja Santa Rita, na praça Manoel Terra. A igreja foi construída em 1854 e foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1939. O acervo é rico em peças barrocas dos dois últimos séculos e possui diversificado número de peças doadas pela Cúria Metropolitana, como paramentos, estandartes de procissões, alfaias, imagens e mobiliário. A missão do museu, segundo o CNM, é preservar paramentos litúrgicos, imagens de devoção, objetos sacros, além de ser um centro irradiador e polarizador da cultura local e regional. O museu fica aberto de 2ª a 6ª, de 7h às 18h.

Arte Decorativa – O Museu de Arte Decorativa José Maria dos Reis (Mada) foi instalado em fazenda do ano de 1916. Seu acervo conta com uma biblioteca, móveis e porcelana inglesa da década de 20, além de expor obras de Reis Júnior, pinturas em tela (retratos da família). O museu também promove exposições temporárias de arte e de música mostrando diversos aspectos da cultura brasileira. O Mada fica na rua Maria de Lourdes Melo Cole, s/nº, com visitação de 2ª a 6ª, das 8h às 18h.

Chico Xavier – Outro espaço é o Museu Chico Xavier, que mantém intacta a residência do médium espírita, com todos os seus pertences. O museu fica na fica na rua Dom Pedro I, nº 165 - Parque das Américas e o horário de visitação é de 8 às 11h e 13 às 17h30, de 2ª a 6ª e aos sábados de 8h às 12h, com entrada gratuita. A missão no CNM é “preservar o espaço físico de Chico Xavier, constituir acervos documentais, bibliográficos relativos à trajetória de suas atividades, manter exposições e preservar a estrutura arquitetônica e as instalações funcionais dos aposentos de Chico Xavier”.

Zebu – Já o Museu do Zebu, no parque Fernando Costa, mostra com seu acervo a saga do gado Zebu no Brasil e no mundo a partir do fim do século XIX e seus aspectos culturais. Única do gênero no mundo, seu acervo é constituído por peças, fotos, livros e documentos, além de exposição permanente e mostras anuais temporárias. A missão no CNM é “preservar a cultura do zebu abrangendo o universo de irradiação cultural, técnica, científica e interação junto ao público através de programas e projetos”. A visitação pode ser feita de 2ª a 6ª, das 13h às 18h. Também atende em horários extras, através de prévio agendamento. O museu fica na praça Vicentino Rodrigues da Cunha, 110.

Dinossauros – O Museu dos Dinossauros, em Peirópolis, tem rico acervo de fósseis de dinossauros e outros vertebrados. Conta ainda com painéis explicativos sobre a evolução da vida e dioramas que reconstituem os cenários da vida e dos animais e vegetais que habitaram a região de Uberaba há milhões de anos. Está instalado no prédio da antiga estação ferroviária de Peirópolis, construída em 1889, em estilo inglês. A missão do museu, no CNM, é “desenvolver pesquisas no campo da paleontologia e geologia no Triângulo Mineiro, proteger os jazigos fossilíferos e divulgar e proteger os achados da região”. O museu é aberto de 2ª a 6ª de 8h às 17h e aos sábados, domingos e feriados de 8h às 18h.

Museu da Capela – O Museu da Capela não está cadastrado no CNM. Particular, está instalado dentro da Capela do Colégio Nossa Senhora das Dores e visitação é feita por agendamento, com hora marcada. O museu foi reformado recentemente e mostra a história das Irmãs Dominicanas, desde a origem da congregação, à chegada das irmãs, o trabalho no Brasil, com objetos e mobiliário antigo da escola, além de livros raros. Também tem a coleção particular, doada por uma dominicana, que é formada em Geografia. O Museu fica na praça Tomás Ulhoa e a visita pode ser agendada pelo telefone 3331-9937.

História Natural – Outro espaço particular é o Museu de História Natural Wilson Estevanovic, situado na Av. Uruguai, 557, que tem mostra voltada para a ciência natural, com peças de mais de 3 bilhões de anos. O museu, que também não está cadastrado, conta com o maior observatório Astronômico do Triângulo Mineiro, equipado com 18 telescópios profissionais de alta resolução; coleção de artefatos de grupos pré-históricos; mostra osteológica de animais silvestres, exóticos e humanos; representações artísticas de grupos, como africanos, indonésios, mongóis, mexicanos, marajoaras, maias e incas, máscaras morfológicas dos cangaceiros Lampião, Maria Bonita e bando; sarcófago, múmias, papiros e artefatos; grupo de rochas, meteoritos, pedras preciosas, semipreciosas, rochas e minerais, além de mostra sobre biodiversidade e de paleontologia. A visitação é de 3ª a domingo, de 13h30 às 17, e com horários especiais agendados, inclusive noturno.

(Do Jornal de Uberaba http://www.jornaldeuberaba.com.br/, coluna Cidade, em 16.12.2010)

Localidades que são verdadeiros patrimônios culturais

Os anais históricos são patrimônios culturais, que devemos conhecer e defender como ideais superiores das nossas comunidades e das nossas regiões fisiográficas.
Vejo esse traço de relevância nas narrativas de Hildebrando de Araújo Pontes sobre a História de Uberaba e a Civilização no Brasil Central. A feição simbólica aparece, também, no livro sobre o Sertão da Farinha Podre, de José Ferreira de Freitas.
O livro de Hildebrando Pontes foi publicado com o patrocínio da Academia de Letras do Triângulo Mineiro e o estudo de José Ferreira foi mandado imprimir às expensas do próprio autor.
Tanto Hildebrando Pontes quanto José Ferreira analisaram aspectos significativos da Mesorregião do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. O saudoso Edson Prata, então presidente da ALTM, imprimiu NOTA PRÉVIA no livro de Hildebrando Pontes.
O espaço de uma crônica semanal é insuficiente para nele o articulista retratar a extensão e a profundidade de estudos e pesquisas. Por isto mesmo, peço desculpas aos inteligentes leitores, pela concisão da crônica de 28 de novembro de 2010 que da História de Uberaba.
Este Sertão do Desemboque e da Farinha Podre ficou celebrizado pela circunstância de centrar o triângulo formatado pelos rios Grande e Paranaíba, no caminho dos bandeirantes, rumo aos Estados de Goiás e do Mato Grosso. Este território pertenceu a Goiás e passou a ser mineiro criando a oportunidade de viajarmos no tempo - embarcados na carruagem da história.
Em 1816 o Triângulo Goiano passou a ser Mineiro à sombra de Paracatu do Príncipe, Desemboque (Sacramento), Araxá, São Pedro de Alcântara (Ibiá), Patrocínio, Rio Paranaíba, Patos de Minas, São Gotardo, Tiros, Uberaba, Nova Ponte, Araguari, Conquista, Conceição das Alagoas, Prata, Monte Alegre de Minas, Campina Verde, Uberaba, Uberlândia, Frutal, Ituiutaba, Planura, Romaria, Veríssimo, Comendador Gomes, Itapagipe e Abadia dos Dourados.
(Ilustração da Mesoregião do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba - Wikipédia)

Com o passar dos anos outras povoações ganharam autonomia política e administrativa e se mantiveram incorporadas a esta Mesorregião, onde os separatistas persistentes defendem a criação do Estado do Triângulo.
Em 1871, no território no Estado de Goiás, nasceu o Seminário Santa Cruz e 25 anos depois a instituição formadora de sacerdotes foi trazida para Uberaba, com o nome de Seminário São José, que até hoje se mantém sob a égide da Arquidiocese. Pelo Seminário São José passou o escritor José Ferreira de Freitas, que me presenteou com exemplar autografado do Sertão da Farinha Podre - o caminho para Goyaz e Mato Grosso, publicado em 1999.
Do exposto é de se ver que os anais históricos são patrimônios culturais, que devemos contabilizar e preservar em todos os sistemas duradouros da nossa paisagem histórica.

(Fonte: Jornal de Uberaba http://www.jornaldeuberaba.com.br/, coluna Opinião, em 02.12.2010, por Adauto Francisco do Amaral, contabilista e advogado)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

On the Road invade o paraíso perdido

12 h de viagem, uma balsa e uma estrada com risco de morte para chegar na terra prometida
Trilha e estradas perigosas, mensagens em placas e postes
Nas palavras do rei, a Babilônia está queimando



Não dava mais para voltar. E, ainda que fizesse algum sentido dar meia volta na estrada, nenhum de nós seríamos suficientemente loucos para desistir e não ir atrás de tudo o que estava nos esperando nas próximas cinco horas. Ali estávamos todos, de pé, em frente ao único supermercado de Delfinópolis. Eu, dois fotógrafos e um advogado conversando com José, um senhor de setenta e poucos anos completamente assustado com a nossa abordagem sem formalismos, sem mentira, começando assim: “Como é que pegamos a estrada para a Babilônia”?
O sujeito ficou espantado no ato e tratou de ficar correndo os dedos pelos cabelos envelhecidos para tentar achar, num canto da cabeça, uma resposta, uma sentença, uma maneira de nos dissuadir de seguir em frente para os “caminhos tortuosos da noite”. “Vai que Deus não quer que vocês cheguem lá hoje?”, tratou de emendar, olhando no fundo dos nossos olhos joviais, cheios de culpa, de medo, de dúvidas sobre os mistérios do planeta. Parecia até um anjo negro batendo as asas no meio do vento.
Garota, eu vou para a Babilônia
Finalmente, isso estava acontecendo. De um ano para o outro, comecei a perceber que talvez o Sistema esteja ruindo, cedendo, se desconcertando nas peças centrais escondidas no meio de tudo. Nas palavras do rei, a Babilônia está queimando. Têm aparecido algumas pessoas com vontade de ver as coisas acontecendo, com curiosidade, com fome de experimentar uma nova percepção sobre as múltiplas possibilidades da vida. E, por coincidência, há alguns meses, fiquei sabendo que existia um distrito chamado Babilônia no interior de Minas Gerais, próximo de Delfinópolis, uma vila perdida no meio da natureza selvagem, com cachoeiras, matas virgens e grandes descobertas interiores. Quase um convite para o paraíso.
Partimos no primeiro dia desta primavera, com o último sol do inverno como testemunha das nossas loucuras particulares que nos colocaram nessa estrada. Partimos sem mapas, sem saber muito do caminho, sem saber se chegaríamos e sem muito dinheiro, contando que encontraríamos uma montanha confortavelmente segura para montar nossas barracas debaixo do céu estrelado, imenso, característico do Sul do estado.
José foi a primeira pessoa que arriscamos pedir alguma informação. Toda vez que mencionávamos o nosso destino, dava para ver as rugas de seu rosto brotando pulsantes por todos os cantos. “Está escuro e os campos da Babilônia não são fáceis. Deus pode não querer que vocês vão para lá hoje. Fiquem, durmam aqui na cidade e amanhã vocês continuam com segurança”, indicou, pela terceira vez em uma mesma frase. Concordamos com a cabeça e saímos andando em direção ao carro. É claro que íamos seguir em frente.
A gente devia ter ouvido o José
Vinte e dois quilômetros de estrada de terra depois, na escuridão profunda de milharais abandonados, sem nenhuma indicação, sem nenhuma alma humana por perto, o acelerador do carro começou a falhar. Paranoia absoluta.
Comecei a pensar nas placas que vi na entrada de Delfinópolis, todas referentes a passagens bíblicas, e senti minha respiração falhando. “Vai que Deus não quer que vocês cheguem lá hoje”. Por que será que Deus estava fazendo isso com a gente? Será que Ele queria esconder alguma coisa de nós, humanos, com pecados pendentes na conta do Céu?
Toda nossa esperança em Tião Pinguinha
Milagrosamente, conseguimos seguir dirigindo até um vilarejo chamado Olhos d’Água, com pouco mais de 800 habitantes. O único mecânico da cidade, porém, estava em um casamento e atendia pelo nome de Tião Pinguinha. “É difícil achar ele à noite”, disse a garota da farmácia, que mal conseguia se aguentar na cadeira de tanta curiosidade. “O que vocês estão fazendo aqui?”, perguntou, enfim, quando eu já estava entrando no carro de volta. “Estamos indo para a Babilônia”, respondi. Ela sorriu com o canto da boca.
Tião não estava no casamento. E em nenhum bar da vila. Nossa saída era um senhor chamado João, que também entendia um bocado de carros. Mas João estava na igreja evangélica. E, como se não bastasse, ele não poderia deixar a capela até o momento em que pincelasse um último acorde no órgão encostado no altar. Sim, João, o mecânico reserva, também usa suas ferramentas para servir ao Senhor.
Tudo indicava que era hora de voltar, mas dali, de Olhos d’Água, já conseguíamos ver a fumaça da Babilônia subindo pela noite, mergulhada no barulho dos galhos que crepitavam no estalar do fogo. Faltava pouco. Muito pouco.
Queima, Babilônia
Entramos pela rua calçada em silêncio, olhando as primeiras casas de madeira enfileiradas pela direita da janela do carro. Estávamos completando 10 horas de viagem nesse exato momento e não dava para saber se tínhamos chegado. “Ei, queremos ir para a Babilônia”, falamos com o molequinho que jogava futebol na garagem de casa. Ele pediu para esperar, entrou por uma porta larga e voltou logo em seguida, ofegante, com uma informação um tanto estranha até para si mesmo: “Minha mãe disse que... aqui é a Babilônia”!
Não parecia o que eu esperava de uma vila chamada Babilônia. Quer dizer, tirando a casa do moleque e outras poucas 15 construções vizinhas, a única coisa que preenchia aquele espaço de terra era uma igreja e uma praça. E tocava música eletrônica em um carro de som estacionado de frente para o único boteco. Não tinha nenhum hippie, nem as cores do reggae em algum muro e nem uma estátua de Jesus no meio da rua. Porém, o cheiro de planta queimando no ar era inconfundível.
“Ninguém mais conhece essa vila por esse nome”, tentou explicar o dono de uma lanchonete. “Já faz alguns anos que somos apenas Ponte Alta. Para os homens de coragem, restaram apenas os ‘Vãos da Babilônia’, para lá da Serra da Canastra”, continuou, agora abaixando repentinamente a voz. “Lá sim ainda existe esse nome. Mas para chegar lá não é fácil. Muitos nunca voltaram”.
Paraíso perdido
Tentando esquecer que, em algum momento da noite anterior, a gente estava dançando com os nativos de Ponte Alta no meio da praça, amanhecemos acampados em outro vilarejo, chamado Glória, conversando com um caubói que prometeu que arrumaria o problema do acelerador. E, por mais estranho que possa parecer, ele arrumou mesmo o problema do acelerador.
Pronto. Segundo os astros, menos de 20 quilômetros nos separavam dos vãos da Babilônia, “uma planície larga cercada nas extremidades por duas serras enormes, que seguem reto pela linha do horizonte”. Era lá que encontraríamos as cachoeiras mais longas, belas e inexploradas de nossas vidas, como se fossem pequenos suspiros de Deus perdidos entre a criação de um Universo de belezas simples, puras, que desafiam a ordem defendida pelos Homens. Um canto de Minas - e do mundo - onde não existem Leis. Uma negação da Babilônia que se lê na Bíblia.
Dirigimos por mais duas horas até começarmos a ver as serras se ajeitando lado a lado, bem no fundo da estrada sinuosa que cortava as montanhas da Canastra. Era estranho estar chegando em algum lugar. “Não esperem encontrar malucos por lá. Eles não aparecem mais por aqui”. Esse aviso do senhor da lanchonete me veio à cabeça. Já faz alguns anos que o turismo da região só contempla jipeiros cachaceiros e cavalgadas previamente planejadas para as noites de lua cheia. Isso porque, misteriosamente, as pousadas da região ficaram caras, de uma noite para a outra.
Nós não esperávamos encontrar ninguém, em todo caso. Muito menos uma cidade, um bar, uma montanha com um mirante famoso, visitado por todos os viajantes que se arriscam por aquelas estradas. Em silêncio, ouvindo só o barulho dos pássaros e da terceira música do Slightly Stoopid, nosso único desejo era encontrar com nós mesmos, com os nossos deuses e anseios, com o nosso Sistema condenado pela emoção de sair por aí apenas para ir, simplesmente Ir. Saímos de casa para encontrar a Babilônia, o caos. E descobrimos o nosso paraíso perdido entre as montanhas da natureza divina.

(Da revista Ragga http://www.divirta-se.uai.com.br/, por Bernardo Biagioni, em 02/11/2010)

Cultura - Montes Claros: Banda 4 de Copas tem músicas próprias

Montes Claros tem muitos artistas que trabalham com músicas próprias, buscando reconhecimento regional. A banda 4 de Copas é um exemplo disto. A música Ar do Norte, da 4 de Copas, é, inclusive, tema do Psiu Poético.
banda 4 de Copas

O grupo acabou de perder o guitarrista e está à procura de um novo integrante. Atualmente, a formação conta com Isaac Terra no teclado, Junior Casimiro na guitarra solo, Pedro Henrique no vocal e Igor Stanley no baixo. A banda surgiu em 2006, com a ideia de gravar músicas próprias, mas chegou a tocar cover da banda The Doors.

- Tínhamos uma influência de blues. Daí, começamos a trabalhar novas músicas, gravamos duas faixas e começamos o grupo. Na verdade, toda banda que faz cover tem a intenção de fazer música própria. Esta música do Psiu Poético é uma das mais recentes, feitas com a nova formação - afirma Pedro.

Segundo Isaac, a banda concorreu em 2009 a música tema do Psiu, mas acabou perdendo a vaga para a banda Sofia, em votação na internet.

- Este ano fomos selecionados. A música fala sobre a região - diz.

Compositor, Pedro conta que costuma buscar na vida e no seu cotidiano inspiração para escrever.

- Queria fazer música para concorrer a festivais, por isso tentei colocar aspectos mais regionalistas e simples, um rock regional. Eu cresci em Engenheiro Navarro. Assim, coloquei coisas como comida típica, conversas na porta de casa, coisas que vejo na rua, a cultura do Norte de Minas - afirma.

Sobre a cena musical montesclarense, Pedro diz que é preciso um lugar onde bandas de rock sertanejo possam se apresentar, coisa que aqui não tem. Ele acredita que falta mais força e trabalho para formar o cenário.

Isaac ressalta o bom trabalho da ARCM e do coletivo Retomada
- Só aqui dentro de Montes Claros não podemos ficar, temos que ir para fora expandir. Já realizamos shows fora das nossas cidades e a aceitação do público tem sido igual. Aqui é melhor porque as pessoas gostam e marcam presença. Já temos um repertório reserva de Raul, para não ter problema quando pedem músicas nos shows. Vamos fazer apresentações durante todo Psiu Poético, em dias pré-programados, e na abertura vamos tocar a música tema - afirma.

Pedro fala dos projetos da banda
- Temos a intenção de gravar um CD este ano. Acreditamos no potencial de nossas músicas. Quando a banda não tem um reconhecimento legal é ruim. Queremos aproveitar esse espaço do Psiu e mostrar o nosso trabalho para as pessoas que gostam do rock de garagem, aproveitando que é evento nacional - conclui.

Outras informações (38) 9153-1489 ou www.myspace/4dcopas

(Do jornal O Norte de Minas http://www.onorte.net/noticias.php, por Michelle Tondineli, repórter, em 05/07/2010)

Estado de Minas Gerais tem dezesseis novos municípios na lista de exportadores

Vale do Jequitinhonha MG

Belo Horizonte (Abn News) -  Dezesseis municípios mineiros, de diversas regiões, estrearam nas exportações ou voltaram a exportar no mês de setembro deste ano, entre eles Comercinho, no Vale do Jequitinhonha, que está exportando granito. Merecem destaques, ainda, os municípios de São Lourenço, no Sul de Minas, que está vendendo água mineral para o mercado internacional, enquanto Monte Sião, também no Sul do Estado, está comercializando produtos têxteis.

Também entraram na lista de exportadores mineiros, São Gonçalo do Rio Abaixo, Rio Piracicaba, Nazareno, Divisa Alegre, Campina Verde, Tiros, Vargem Grande do Rio Pardo, Bonfinópolis de Minas, Carmópolis de Minas, São Joaquim de Bicas, Sacramento, Conceição do Rio Verde e Carandaí.

A informação é da Central Exportaminas, unidade vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), que realiza mensalmente o Mapeamento das Exportações de Minas Gerais, com base nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Conforme os dados divulgados nesta quarta-feira (13) foram 239 os municípios mineiros que operaram no mercado internacional até setembro, enquanto no Brasil este número atinge 2.285 municípios.
Por outro lado, o principal município exportador de Minas Gerais continua sendo Itabira, e o quarto lugar no Brasil, pelas suas vendas para o exterior de minério e pedras preciosas, com destaque para rubis, safiras e esmeraldas. Os principais países destinos dos produtos de Itabira são China, Alemanha, Japão, Coréia do Sul e Países Baixos (Holanda).

A pauta exportadora de Minas Gerais continua diversificada, com a venda ao exterior de 2.610 produtos distintos. Entretanto, os 10 principais produtos da pauta respondem por mais de 70% das exportações mineiras.

Dentre os principais produtos exportados pelo Estado nos nove meses de 2010, destaque para os minérios, café, ferronióbio, ouro, açúcar, complexos soja e ferro fundido. Os produtos da cadeia minerometalúrgica continuam dominando a pauta exportadora mineira. No entanto, merece destaque citar um novo produto que entrou na pauta de exportações: o sebo bovino exportado por Nanuque, no Vale do Mucuri, assim como ovinos e caprinos vivos (Uberaba) e cerveja (Belo Horizonte).

Minas Gerais manteve-se, até setembro de 2010, como o segundo maior exportador brasileiro, com 17,4% do total exportado pelo Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo.

O principal meio de escoamento das exportações mineiras continua sendo o modal marítimo. Dentre os portos usados pelas empresas de Minas Gerais destacam-se os de Vitória, Santos, Sepetiba e Rio de Janeiro.

(Da Agência Brasileira de NotíciasABNNews http://www.abn.com.br/, em 17/10/2010)

ROTEIRO: O novo diamante

Descoberta por garimpeiros, a Chapada Diamantina hoje vive de um outro tesouro: o Ecoturismo
Serra do Esbarrancado
(Fotos imperdíveis da Chapada Diamantina - do forista Baianóide do SSL - )
Há um século e meio, nascia uma tênue esperança para milhares de sertanejos baianos que viviam isolados. Numa região situada a aproximadamente 400 quilômetros de Salvador, explodia a febre da descoberta de diamantes no local que passou a ser conhecido como Chapada Diamantina. O ciclo começou em 1844, com o achado de valiosas gemas às margens do rio Mucugê, quando toda a região, encravada no sertão, vivia uma das maiores secas de sua história.

A ocupação do local foi puxada por garimpeiros que partiram do antigo Arraial do Tijuco (hoje a cidade histórica de Diamantina, em Minas Gerais), e logo surgiram grandes aglomerações urbanas (para os padrões da época).

Como em todas as explorações de materiais valiosos, os lucros foram concentradas nas mãos de poucos. Mesmo que o grande ciclo tenha morrido ainda no século 19, a exploração se manteve até 1996, de forma mecanizada. Foi quando leis mais severas selaram as dragas que já produziam pouco e detonavam o ambiente.

Com a economia do diamante dando adeus, a indústria do turismo começou a ganhar força na Chapada Diamantina, movida por outro tesouro, formado pelas incontáveis atrações naturais. Rio Garapa, morro do Camelo, ribeirão do Meio, poço Azul e cachoeira da Fumaça são alguns dos cartões-postais da região. Ali, o ecoturismo dita as normas.

Nessa busca, o visitante ainda se surpreenderá com preciosidades como as ruínas da cidade de pedra de Xique Xique do Igatu e o Vale do Capão, onde aflora uma comunidade rastafári – e onde os hippies ainda marcam presença.

Milhões de anos, chuvas, frio, vento e sol moldaram a Chapada Diamantina. Acabaram por desenhar uma obra-prima. Com 38 mil km2 – área equivalente ao território da Holanda –, está inserida em um dos maiores parques do País e é conhecida como a meca brasileira do trekking. Abriga 57 cidades, entre médias, pequenas e minúsculas (a maioria), todas com ar de sertão. Um mundo à parte, quase sempre afastado do sinal de celular.

Deslumbre, cultura, oxigênio, verde, água, suor. A Chapada Diamantina exige respeito, aquela reverência necessária quando se está de frente para o colossal, o quase improvável, não fosse ela a natureza. Para quem curte ecoturismo, é um dos cenários mais incríveis do Brasil, de dia e à noite.

Lençóis, considerada “capital” da Chapada, tem a melhor infraestrutura em todos os aspectos, além de ostentar um casario do século 19 bem conservado e todo o charme em que isso resulta. O município abriga algumas das principais atrações da região, como o morro do Pai Inácio, o poço do Diabo, a cachoeira do Sossego e a gruta e a praia da Pratinha.

Em toda a Chapada Diamantina, caminhadas (leves ou não), banhos de cachoeira (há cerca de 300 quedas) e esportes de aventura sustentam uma programação de passeios para todas as idades. Mostram um lugar múltiplo e curioso, onde os principais requisitos são ter humor e espírito aberto.

A arquitetura de Lençóis tem muito do estilo colonial. As portas e janelas são gigantescas, e o pé direito (altura do piso ao teto) pode chegar a mais de quatro metros. Por fora, são coloridas, o que dá um ar ainda mais especial à cidade, tombada em 1973 como Patrimônio Histórico Nacional.

(Do Jonal A Notícia http://www.clicrbs.com.br/anoticia, em 9 de novembro de 2010. Edição N° 943)
(Foto: SkyscraperCity > Latin American Forums > Fóruns Brasileiros > Fóruns Regionais > Nordeste)

Minas Gerais conta com nova distribuidora atacadista

Empresa do Triângulo Mineiro terá exclusividade dos produtos Kraft
Dados da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (ABAD) registram crescimento de 6% no setor atacadista no Brasil de 2009 para 2010. Sendo este um setor com crescimento contínuo há 10 anos e responsável por 5% do produto interno bruto brasileiro.

Em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, as empresas do setor têm contribuído significativamente para a expansão dos negócios, como é o caso do grupo Aliança Atacadista. Além do atacado, hoje o grupo possui a Rede Biz de supermercados, Alli Logística e acaba de implantar a Biz Distribuidora.

A última iniciou os trabalhos esse mês com a exclusividade na distribuição dos produtos Kraft do Brasil na região do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Pontal do Triângulo, em Minas Gerais.

Para atender as 68 cidades da área de atuação, a Biz Distribuidora abriu inicialmente 50 novas vagas de trabalho “Teremos 50 funcionários dedicados à operação de distribuição da Kraft. Sendo que 20 já foram contratados para atender Uberlândia, Araguari, Uberaba e cidades próximas”, explica Jorge Mariano, gestor da Biz Distribuidora.

Essas equipes serão responsáveis pelas ações de merchandising e vendas dos produtos Kraft, como os chocolates Lacta, biscoitos Trakinas, sucos Tang, Fresh e Clight, goma de mascar Trident e Bubballo, balas Halls, sobremesas e fermento da Royal, além do queijo Philadelphia, entre outras marcas.

Gilson Cantuário, gestor de marketing e trade marketing da Aliança e da Rede Biz, destaca a importância dos novos negócios. “Com a criação da distribuidora e ampliação dos serviços, ofereceremos mais qualidade aos clientes do atacadista e também aos supermercadistas filiados à Rede Biz”, destaca o gestor.

Todas as operações de entregas continuarão sendo realizadas pela Alli Logística, do grupo Aliança, responsável ainda pelo transporte dos produtos do Aliança e Rede Biz.

Atacado Rede Biz
Outra novidade do grupo Aliança é o Biz Super Atacado. Com essa nova estratégia de mercado, os filiados da Rede Biz passam a contar com um atacado exclusivo. “Essa mudança irá trazer melhorias nos negócios com a evolução da central de negócios para atender nossos clientes”, justifica Cantuário.

Cidades atendidas
A Biz Distribuidora irá atuar nas cidades mineiras de Abadia dos Dourados, Água Comprida, Araguari, Araporã, Arapuá, Araxá, Cachoeira Dourada, Campina Verde, Campo Florido, Canápolis, Capinópolis, Carmo do Paranaíba, Cascalho Rico, Centralina, Comendador Gomes, Conceição das Alagoas, Conquista, Coromandel, Cruzeiro da Fortaleza, Delta, Douradoquara, Estrela do Sul, Fronteira, Frutal, Grupiara, Guarda-Mor, Guimarânia, Gurinhatã, Ibiá, Indianópolis, Ipiaçu, Iraí de Minas, Itapagipe, Ituiutaba, Iturama, Lagamar, Lagoa Formosa, Limeira do Oeste, Matutina, Monte Alegre de Minas, Monte Carmelo, Nova Ponte, Patos de Minas, Patrocínio, Pedrinópolis, Perdizes, Pirajuba, Planura, Prata, Presidente Olegário, Rio Paranaíba, Romaria, Sacramento, Santa Juliana, Santa Vitória, São Francisco de Sales, São Gonçalo do Abaeté, São Gotardo, Serra do Salitre, Tapira, Tiros, Tupaciguara, Uberaba, Uberlândia, União de Minas, Varjão de Minas, Vazante e Veríssimo.

(Do portal Fator Brasil http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=131030, em10/09/2010)

Samba

Prado, Bahia

Era tudo mentira
um sonho impossível

Era minha fantasia

Viajei no sonho
onde não tinha chão
cada passo eu me perdia
era imaginação

Volto a viver
olho tudo à minha volta
calo o coração pra escutar
esforço-me para tentar entender

Esqueço tudo, até de mim

Encontro um vulto em minha porta
um menino dentro de mim renasceu.


Brasília, 109 Sul, 23.Out.2009
Ricardo Wagner Ribeiro

Ser e estar

Primavera adentro
No Tororão, Prado-BA

Cigarras assoviam
Há muito não parava
Para escutar seu som
Choveu na grama verde
Do jardim florido

Por aqui passam, passaram
Passarão pássaros
Cães, borboletas e pessoas
Com futuro
Ou sem passado

Mas o tempo é aqui
O instante é presente
Meu coração pressente
Nunca me esqueço
Do que fui e sou agora

Se vacilo é só por viver
Por tentar não deixar de sentir
Sentimento que me faz viver
Bêbados, corações meninos
Pensamentos clandestinos

Bebo da ilusão de acreditar
Que tudo pode acontecer
Que tudo está certo
Agora longe, depois mais perto
Amanhã vai estar tudo bem.

Brasília, 109 Sul, 23.Out.2009
Ricardo Wagner Ribeiro

Poente

(a Alan Poe)

(Imagem: Impulso HQ)
 www.impulsohq.com.br/.../edgar_alan_poe_hq.jpg


O sol se põe
A lua se impõe
A terra arde
De tanto calor
Tanto frio
Seca o rio
No ar sem cor

Já vou embora
Não vou mais voltar
Nunca mais (?)
O que sou agora (?)
Ficou num bar
Na beira
No cais, no caos.

Brasília, 109 Sul, 23.Out.2009

Ricardo Wagner Ribeiro

Mineiro de Guanhães é o campeão do Circuito de Atletismo de 2010

Dois atletas quenianos dominaram a nona e penúltima etapa do Circuito de Corridas da Caixa, em Uberlândia. Paul Kimutai ainda teve dificuldade para superar Giomar Pereira da Silva, mas Rumokol Elizabeth Chepkanan colocou 41 segundos de vantagem sobre a vice-campeã, Cruz Nonata da Silva. Apesar disso, o título do Ranking Nacional Caixa/CBAT de 2010 foi mesmo para o favorito, Valdir Sérgio de Oliveira.

O atleta cruzou a linha de chegada no 11º lugar, mas tinha uma vantagem tão confortável que não poderá ser alcançado. Ele abriu 100 pontos para seu companheiro do Cruzeiro, Giomar Pereira da Silva. Faltam quatro provas do Ranking para o final da temporada, sendo duas delas no mesmo domingo - a última etapa do Circuito, em Brasília, e a 10K Rio - Corrida Pan-Americana, ambas no dia 28 deste mês. Por isso, Giomar poderá somar no máximo 90 pontos.

Valdir precisava fazer um ponto para garantir o título, mas o 11º na prova (10º na somatória, pois o campeão queniano não pontua) lhe deu mais 11 e ele soma 316 pontos contra 216 de Giomar Pereira da Silva, vice-campeão em Uberlândia, e tricampeão do Ranking (2006, 2008 e 2009). No entanto, mesmo já campeão, o atleta queria mais na prova mineira.

"Estou feliz pelo título antecipado, mas queria conquistar mais um pódio. Não deu porque senti um pouco de cansaço na metade da prova, já que não treinei direito nas últimas três semanas, pois estava me recuperando de um problema com uma bactéria", explicou o campeão antecipado de 2010.

Valdir é a grande revelação das corridas de rua desta temporada. Com 25 anos, o atleta natural de Guanhães-MG mora em Contagem, e começou a correr influenciado pelo irmão Lindomar Modesto de Oliveira, o 'Pantanal'. Depois de algumas lesões no começo da carreira, Valdir voltou para o Cruzeiro em janeiro de 2010 e teve um ano quase perfeito. Correu muito, fez 33 provas (29 de 10K e 4 meias-maratonas) até este domingo, mas garantiu a incrível regularidade de 27 pódios.

No Circuito, ele fez pódio nas sete provas que havia disputado. Somou três vitórias, em Belo Horizonte, Campo Grande e Porto Alegre, dois segundos lugares, em Ribeirão Preto e Fortaleza, uma terceira posição em São Paulo e foi o quinto em Goiânia.

"Agora quero descansar um pouco e depois vou me preparar para as últimas competições do ano. Vou lutar muito pelo pódio na São Silvestre", acrescentou o atleta, muito comemorado pelos companheiros do Cruzeiro em Uberlândia.
Classificação

Masculino
1- Paul Koech Kimutai (Quênia/Luasa) - 29min41s
2- Giomar Pereira da Silva (Cruzeiro/CAIXA) - 29min44s
3- João Ferreira de Lima, o "João da Bota" (Cruzeiro) - 29min51s
4- Luís Paulo da Silva Antunes (Cruzeiro) - 30min15s
5- Franck Caldeira (Cruzeiro) - 30min25s
6- Ivanil Pereira dos Anjos, o "Gomes" (Cruzeiro/Café do Doutor) - 30min36s
7- José do Nascimento Souza (Londrina) - 30min47s
8- Sivaldo Santos Viana (M.Calçados) - 30min53s
9- Célio Falcão (Arena Projetos) - 30min58s
10- Cristiano da Silva Machado (Cruzeiro) - 31min06s

Feminino
1- Rumokol Elizabeth Chepkanan (Quênia/Luasa) - 33min59s
2- Cruz Nonata da Silva (BM&FBOVESPA) - 34min40s
3- Edielza Alves dos Santos Guimarães (Pindamonhangaba) - 35min31s
4- Sueli Pereira Silva (Gran Cursos/Eja-Jataí) - 35min42s
5- Joziane da Silva Cardoso (Cruzeiro) - 35min46s
6- Conceição de Maria Carvalho Oliveira (FindYourSelf/CAIXA) - 36min52s
7- Maria Zeferina Baldaia (CAIXA/Serquímica/Mizuno) - 37min14s
8- Marizete Moreira dos Santos (CASO/CAIXA) - 37min31s
9- Ilda Alves dos Santos (Cruzeiro) - 37min47s
10- Sueli Aparecida Vieira (Pacer) - 38min38s

(Da Gazeta Press http://www.gazetapress.com/ em Notícias do site BrasLocal http://www.brasilocal.com/minas_gerais/guanhaes.html, em 07.11.2010)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Criação do Fundo de Turismo de Araguari vai captar recursos e estimular o setor


Prefeito de Araguari
 Marcos Coelho
(Foto: Pref. Mun. Araguari)
Após reformular o Conselho Municipal de Turismo (COMTUR), o Executivo encaminhou à Câmara de Vereadores o projeto de lei 127/10, que dispõe sobre a criação do Fundo Municipal de Turismo (FUMTUR). O objetivo, segundo o prefeito Marcos Coelho (PMDB) é proporcionar a captação de recursos junto ao governo federal e fortalecer o setor na medida em que pretende estimular as ações de turismo no município. “O FUMTUR é imprescindível para a viabilidade de projetos voltados ao turismo e abrirá a oportunidade para que sejam captados recursos, inclusive a fundo perdido, junto a órgãos não governamentais e agências de cooperação e fomento”, argumentou o chefe do Executivo em sua justificativa.
De acordo com a proposta, o FUMTUR tem como objetivo principal prover recursos para a implantação de programas, desenvolvimento e manutenção das atividades relacionadas com o turismo, além de promover a geração de empregos, melhorar a infra-estrutura turística,
incentivar a divulgação de Araguari e seus produtos, treinar profissionais para atuar no setor e gerar eventos artísticos, esportivos, sociais e outros que concernem à recreação, lazer e negócios no município. Também será atribuição do novo fundo adquirir materiais de consumo e permanentes destinados aos projetos e programas voltados ao turismo de lazer e de negócios e a contratação de serviços de consultoria para projetos na área de turismo mediante deliberação do Conselho competente.

A estrutura administrativa do FUMTUR será constituída por um Conselho Municipal do Turismo, um agente financeiro escolhido pelos bancos oficiais que atuam na cidade, um coordenador integrante do quadro de pessoal da Administração Pública Municipal e uma comissão fiscal composta por representantes da Prefeitura, da Câmara e do próprio COMTUR.

(Da Gazeta do Triângulo http://www.gazetadotriangulo.com.br/site , por Sávia de Lima, em 28-10-2010)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Araguari em fotos

O blog do Aloísio Nunes Faria, o Portal de Araguari, está na vanguarda da comunicação e divulgação dos principais fatos de Araguari e região, bem como dos destaques da política local, estadual e nacional. Uma das seções importantes é a que mostra Araguari em Fotos aos 122 anos de fundação, completados no ultimo dia 28 de agosto.

Visite a seção através do endereço http://www.flickr.com/photos/jornaldearaguari/ e conheça um pouco mais nossa Araguari, cidade orgulho de Minas Gerais.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

In Memorian: 20 anos de Geraldo França de Lima na Academia Brasileira de Letras

Escritor araguarino, autor de 14 obras da literatura brasileira, enchem de orgulho o povo de sua terra natal

O ano de 2010 marca as comemorações dos 20 anos da posse, em 19 de julho de 1990, do escritor araguarino Geraldo França de Lima na Academia Brasileira de Letras. Eleito em 30 de novembro de 1989, ele foi o sexto ocupante da cadeira n.º 31 na sucessão de José Cândido de Carvalho, sendo recebido pelo Acadêmico Lêdo Ivo.

Nascido em 24 de abril de 1914 e falecido no Rio de Janeiro, RJ, em 22 de março de 2003, Geraldo França de Lima, professor, advogado, romancista e contista, escreveu e deixou como legado 14 obras que enriquecem a literatura brasileira de todos os tempos e enchem de orgulho o povo de sua cidade natal.

Foi amigo de Guimarães Rosa, lutou na revolução de 30 e foi assessor de Tancredo Neves, nos anos 50, e secretário particular do presidente Juscelino Kubitschek, em 1961.

Era filho de Alfredo Simões de Lima e de dona Corina França de Lima. Com a mãe, aprendeu a ler e a escrever, terminando o curso primário, em 1926, na primeira turma que se matriculou no então recém-fundado Colégio Regina Pacis, dos padres holandeses. "Inocência", de Visconde de Taunay, recomendado por seu pai, foi o primeiro livro que leu (antes de completar 11 anos). Em 1929, seguiu para Barbacena, matriculando-se no internato do Ginásio Mineiro.

Tornou-se escritor aos 44 anos e deixou obras consagradas como Nó Cego, Branca Bela, Rio da Vida e Serras Azuis, que em 1998 virou novela na Rede Bandeirantes.

Antes de iniciar sua vida literária, o escritor foi jornalista. Mudou-se para o Rio em 1933, quando decidiu estudar Direito, e trabalhou no Correio da Manhã e A Batalha. Assim que se formou, em 1938, França de Lima mudou-se para Belo Horizonte, onde passou a advogar em um pequeno escritório. Em 1945, foi um dos fundadores do Partido Social Democrático em Minas Gerais.

Em 1951, retornou definitivamente ao Rio de Janeiro, sendo nomeado advogado da Estrada de Ferro Central do Brasil, de onde passou para a Procuradoria Geral da República e daí para a Consultoria Geral da República.

Segundo a sua biografia, o ano de 1961 foi o ano do ingresso de Geraldo França de Lima em definitivo na vida literária. Guimarães Rosa, almoçando em casa do amigo, encontrou na escrivaninha os originais do romance "Uma cidade na província". Levou-os consigo e, entusiasmado, leu-os no mesmo dia. Mudou o nome para "Serras azuis", providenciou a publicação, indo pessoalmente procurar o editor Gumercindo Rocha Dórea. Na tarde do lançamento, na Livraria Leonardo da Vinci, em 2 de junho de 1961, Guimarães Rosa pediu a palavra e em discurso relatou sua amizade com Geraldo França de Lima, terminando com a apologia do romance. O sucesso alcançado valeu ao livro o Prêmio Paula Brito Revelação Literária 1961, da Biblioteca Pública do Estado da Guanabara.

Foi casado com d. Lygia Bias Fortes da Rocha Lagoa França de Lima, que faleceu em 2002. Sofrendo a perda da visão, o acadêmico ditava seus livros à companheira. Seu último romance, "O sino e o som" foi lançado em 2002.

Obras

* Serras azuis, romance (1961);
* Brejo alegre, romance (1964);
* Branca Bela, romance (1965);
* Jazigo dos vivos, romance (1969);
* O nó cego, romance (1973);
* A pedra e a pluma, romance (1979);
* A herança de Adão, romance (1983);
* A janela e o morro, romance (1988);
* Naquele Natal, romance histórico (1988);
* Rio da vida, romance (1991);
* Folhas ao léu, contos (1994);
* Sob a curva do sol, romance (1997);
* Os pássaros e outras histórias (1999);
* O sino e o som (2002).

Fontes: Revista IstoÉ (março de 2000), Portal da ABL e Wikipedia.
(Por Aloisio Nunes de Faria, no Portal de Araguari http://www.portaldearaguari.com.br/2010/10/ha-20-anos-geraldo-franca-de-lima.html#comment-form, em 19 de outubro de 2010)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Araguari: reformas da Stevenson agendadas para começar em dezembro

A secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo organiza os últimos preparativos para que a restauração da Estação Stevenson, importante patrimônio do município, finalmente saia do papel ainda neste ano.

A obra, orçada em torno de 700 mil reais, conta com 600 mil oriundos de recursos federais e 100 mil de contrapartida da prefeitura. A intenção é restaurar completamente o local e adequá-lo para a instalação de um restaurante, além de estabelecer ali uma central de turismo com distribuição de folders e outros materiais informativos sobre Araguari.

De acordo com a detentora da pasta, Thereza Cristina Griep, uma série de documentos para a liberação da verba devem ser apresentados na Caixa Econômica Federal, responsável pela gestão dos recursos. “Fizemos a apresentação do realinhamento da tabela orçamentária, uma vez que ela era de 2008, e desde então houve defasagens nos preços de materiais. Nessa semana esperamos concluir o trabalho e encaminhar a documentação com o cronograma novo para iniciar as obras até dezembro,” explicou.

A secretária entregaria a documentação à Caixa Econômica no final da tarde de ontem, assim que estivesse com dois orçamentos restantes que estavam faltando. Após o período de licitação e o início dos trabalhos, o prazo de término da obra é de quatro meses.

Assim como a Estação, outros pontos do município com potencial turístico fazem parte de uma estratégia da secretaria que visa fortalecer Araguari para a Copa do Mundo de 2014, que irá trazer milhões de pessoas de vários países e aquecerá a economia brasileira. “Temos uma série de atitudes que estão sendo tomadas para atrair o turismo. Vemos a Estação Stevenson como um marco, que remete a essa memória ferroviária tão presente na história de Araguari,” finalizou Thereza Griep.

A estação
Construída na zona rural na região do Fundão, a Estação Stevenson foi inaugurada em 1927. A estrutura compreende o prédio da Estação, a Casa de Turma e a Casa do Funcionário, formando um conjunto ferroviário importante por onde passava intenso movimento de passageiros e cargas. Também servia de ponto de encontro da população que residia na redondeza, se consolidando como um símbolo de desenvolvimento econômico, social e cultural.

Do jornal Gazeta do Triângulo - http://www.gazetadotriangulo.com.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id=13552&Itemid=29, por Talita Gonçalves, em 09.10.2010

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Conservatório de Música de Araguari em construção

De acordo com o que foi publicado no jornal Gazeta do Triângulo (06.10), de Araguari, a sede do Conservatório Estadual de Música e Centro Interescolar de Artes “Raul Belém” que está sendo construída na praça da Constituição, ao lado do Pronto-Socorro municipal, possui 3.468 metros quadrados e está em fase final da obra.

Uma equipe da Superintendência Regional de Educação de Uberlândia – SRE – fez um diagnóstico da estrutura física para depois um engenheiro de Belo Horizonte realizar a vistoria final. Na tarde de segunda-feira, 4, engenheiros da Superintendência visitaram o local. Uma etapa a mais para liberação do prédio. “A questão é a seguinte: a estrutura está pronta, por isso, a equipe da SRE veio para fazer um diagnóstico dessa rede física para depois um engenheiro de Belo Horizonte dar a vistoria final e liberar ou não a nossa mudança”, explicou Arley da Silva Silvério, vice-diretor da instituição.

Segundo ele, na semana passada, representantes do Conservatório se reuniram com os secretários Sílvio Póvoa e Joaquim Militão, de Obras e Fazenda, respectivamente, para saber a respeito do andamento e o processo de construção da nova sede. Conforme explicou, um dos problemas detectados na ocasião foi a impossibilidade de liberação de recursos para concluir a etapa justamente por se tratar de um período eleitoral: “Eu acredito que de agora em diante as coisas se resolvam, pois o período de eleições passou, e por isso não justifica mais a obra ficar parada. A questão é pagar o aditivo, que é um processo que foi enviado à Belo Horizonte pela prefeitura e, resolvido isso, fecha totalmente o processo da construção e finalização da documentação da prefeitura para com a capital mineira”.
Hoje o prédio onde funciona o conservatório – antiga Escola de Comércio Machado de Assis – e que atende cerca de 1.900 alunos não adéqua a unidade de forma correta. “Tivemos que fazer alguns ajustes na estrutura física do prédio que não é suficientemente grande para poder comportar as ações da escola, mas, acreditamos que, de agora até o fim do mês tudo se resolva, até porque o contrato no local onde estamos vence no dia 15 de novembro”, destacou o vice-diretor.
O novo prédio, segundo contou Arley da Silva, tem capacidade para atender muito bem quase o dobro, em média 2.800 alunos. E apesar de todas as dificuldades encontradas até hoje o momento é de muita alegria. “É quase impossível dar adjetivos que traduzam os benefícios que, tanto alunos como nós professores, teremos ao final dessa obra. A expectativa é muito grande, afinal, é um sonho de 25 anos, mas temos que resolver as pendências e mudar rapidamente”, concluiu ele.

Fonte: Gazeta do Triângulo http://www.gazetadotriangulo.com.br/, por Fabryne Obalhe, em 06-10-2010

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Transposição do Rio Araguari?

Noticia-se a existência de projeto para transpor águas do rio Araguari para o Uberabinha com o objetivo de assegurar o abastecimento de água para a vizinha, próspera e esperta Uberlândia. Pois bem, bairrismos à parte, a elaboração desse projeto demonstra a preocupação dos uberlandenses com o próprio futuro. Do lado de cá do Rio, ainda furamos poços artesianos para matar a sede dos araguarinos. Por aqui, ninguém se preocupa com essa questão fundamental. Isso, além de inviabilizar o crescimento industrial da cidade, demonstra uma falta de cuidado com as gerações futuras.



(Postado no blog Observatório de Araguari - http://observatoriodearaguari.blogspot.com/, em 23.09.2010)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Estrela do Sul: 154 anos de emancipação política

Inaugurações e programação especial marcam festividades

Desde o dia 16 de setembro, a cidade de Estrela do Sul está em festa para comemorar seus 154 anos de emancipação política. Para celebrar a data, a prefeitura elaborou uma programação especial com direito a inaugurações, shows, torneios esportivos, exposições, rodeio e cavalgada. “Tudo para marcar e festejar a boa fase vivida pelo município. Sou prefeito pela primeira vez e assumi uma cidade com muitos problemas, dificuldades financeiras que, gradativamente, estamos superando. A cidade está passando por muitas mudanças e vejo com muito otimismo essa nova fase, pois, com certeza, ainda teremos muitos avanços”, disse o prefeito Lycurgo Rafael Farani em entrevista ao Jornal Gazeta do Triângulo.

De acordo com ele, Estrela do Sul chegou a apresentar um dos piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH), mas a cidade tem trabalhado para reverter este quadro começando pelos investimentos em educação. “Podemos notar algumas vitórias como, por exemplo, o fato de duas escolas de nossa cidade terem atingido a meta do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) em avaliações do Ministério da Educação e da Cultura (MEC). Também conseguimos melhorar a oferta de empregos com a instalação de uma indústria de madeira que hoje tem abertos de 70 a 80 novos postos de trabalho. Então, estamos trabalhando com muita dedicação e confiança de que novos tempos virão para Estrela do Sul”, acrescentou.

Inauguração do Telecentro no distrito de Dolearina marcou a programação

Conforme Lycurgo Farani, cerca de 12 convênios com os governos estadual e federal deverão ser implantados em Estrela do Sul após o período eleitoral e a inauguração de um Telecentro no Distrito de Doleariana (Gameleira) é apenas o primeiro de muitos outros benefícios que a atual administração pretende oferecer a seus munícipes. “Sem dúvida, o Telecentro é uma grande conquista e nós não queremos parar por aí. Venho da iniciativa privada, nunca fui político. Atuei muitos anos em uma grande empresa, então, essa é uma experiência nova para mim. O que eu posso dizer à população é que, de minha parte, não medirei esforços para realizar um bom trabalho para que Estrela do Sul seja um lugar cada vez melhor para se viver”, acrescentou.

A programação do dia 18 de setembro ficou marcada para começar às 12h, com a realização da Prova de Muares (montarias) na avenida Manoel Coelho de Resende em frente ao Sindicato Rural. Posteriormente, será oferecido almoço de confraternização entre os cavaleiros e cavalgada às 14h com desfile da rainha e das princesas do rodeio na cidade. Às 20h, foi realizada mais uma etapa do rodeio e, em seguida, um show com a Banda Click.
No domingo, dia 19.09, data do aniversário da cidade, houve hasteamento das bandeiras na praça Doutor Argelino de Morais e a Copa Infantil Estrela do Sul – Categoria Sub 12 no Estádio José Sebastião. Às 9h, celebração da missa em ação de graças aos 154 anos de Estrela do Sul na Igreja Nossa Senhora Mãe dos Homens e, às 10h, exposição de carros antigos na praça João Leite da Silva Ortiz. Neste mesmo horário, o Triângulo Atlético Clube (TAC) enfrentou o Fluminense de Araguari numa partida que envolveu a torcida no Estádio José Sebastião.

O encerramento da programação ocorreu com a realização da final do rodeio, além de show de Milionário e José Rico, no Parque de Exposições.*

* Datas editadas

(Publicado na Gazeta do Triângulo http://www.gazetadotriangulo.com.br/, por por Sávia de Lima, em 18.09.2010)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Araguari realiza encontro para discutir preservação ferroviária

No próximo dia 23 de setembro, será realizado o III Encontro de Preservação Ferroviária de Araguari em continuidade ao processo de valorização da cultura ferroviária de nossa cidade e região. Promovido pela Prefeitura Municipal, por meio da FAEC-Fundação Araguarina de Educação e Cultura e da Divisão de Patrimônio Histórico, o Encontro conta com apoio do Conselho Deliberativo Municipal de Patrimônio Cultural de Araguari.

O evento tem por objetivo estimular o processo de preservação ferroviária, com a apresentação de trabalhos acadêmicos, palestras, relatos, entre outros. O momento possibilita o contato entre diversos agentes de preservação, que estão atuando em Araguari, em cidades do Estado de Goiás e em outras regiões do Páis, garantindo a troca de conhecimento e experiências.

(Do Portal de Araguari http://www.portaldearaguari.com.br, por Aloisio Nunes de Faria, em 15/09/2010 )

Djavan começa turnê por Uberlândia

Músico lança projeto no qual, pela primeira vez, o intérprete fala mais alto que o compositor

O cantor Djavan lança em Uberlândia, no dia 17 de setembro, o 21º disco da carreira, no primeiro show da turnê nacional “Ária”. Mas, desta vez, as músicas são diferentes. Compositor há mais de 40 anos, o alagoano deixou de lado as próprias composições para se dedicar exclusivamente como intérprete.

“Este CD é uma ideia antiga que eu tinha de fazer um disco como crooner, ou seja, como intérprete, assim como eu fui no começo da minha carreira. E eu nunca conseguia fazer, porque a composição é uma necessidade que eu tenho. É difícil não compor, é um vício”, disse o cantor, que neste ano encontrou o momento certo de parar tudo, “dar uma limpada” e se dedicar ao CD.

A primeira música entre as 12 selecionadas foi “Sabes Mentir”. “Esta é uma música que está entranhada na minha alma. Eu a conheço desde os 5 ou 6 anos de idade, pois minha mãe cantava esta música em casa”, afirmou. Segundo Djavan, três canções ficaram de fora do disco. “O grande desafio era escolher um repertório com o qual eu poderia fazer um trabalho que eu gostasse e ficasse satisfeito”, disse.

E Djavan aprovou o resultado. “Estou gostando deste trabalho, que está tendo uma repercussão nacional interessante. Quem me acompanha sempre esperava que eu fizesse isso um dia. Mesmo assim têm aqueles que não gostaram porque o CD não tem nenhuma música minha. Mas eu já esperava isso”, disse.

Outras canções

Para o show de amanhã, além de Vinicius de Moraes e Tom Jobim, Bart Howard, Paulinho da Viola e outros compositores que estão em “Ária”, Djavan reserva clássicos de suas composições. “Será um encontro maravilhoso. O show está lindo, as pessoas que forem provavelmente vão gostar”, disse.

Para o fim do ano que vem, o artista pretende gravar um CD de músicas inéditas com lançamento previsto para 2012.

Show Djavan
Quando: 17 de setembro
Local: Castelli Master
Valores:
Mesa para 4 pessoas: R$ 400
Camarote Glass: R$ 80 (R$ 40 meia)
Pista: R$ 60 (R$ 30 meia)
Ponto de venda: Loja Online Informática do Center Shopping (Telefone: (34) 3228-0123)

“ÁRIA”

Faixas
1. Disfarça e Chora
2. Oração ao Tempo
3. Sabes Mentir
4. Apoteose ao Samba
5. Luz e Mistério
6. La Noche
7. Treze de Dezembro (instrumental)
8. Valsa Brasileira
9. Brigas Nunca Mais
10. Fly Me To the Moon
11. Nada a nos Separar - West of the Wall
12. Palco

(Do jornal Correio de Uberlândia http://www.jornalcorreio.com.br, por Marcelo Calfat, em 16/09/2010)

Uberlândia sedia etapa do Circuito Mineiro de Fruticultura

Uberlândia recebe no próximo dia 17 de setembro a última etapa do Circuito Frutifica Minas. O evento será realizado no auditório Cícero Diniz, no Centro Administrativo Municipal, das 8h às 16h. O Circuito Frutifica Minas foi criado para aumentar a produção e melhorar a qualidade das frutas em Minas Gerais e já passou por quatro regiões do Estado. É promovido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) em parceria com a Secretaria Municipal de Agropecuária e Abastecimento.

Serão discutidas oportunidades de mercado, defesa fitossanitária, o mercado institucional da região com foco para a merenda escolar e o programa municipal de aquisição de alimentos. São esperados mais de 190 produtores rurais, técnicos da Emater, da SMAAB e estudantes da região.

"Os participantes poderão entender a fruticultura como uma alternativa para o produtor rural. Diversificando a atividade econômica, ele pode garantir o equilíbrio financeiro da propriedade durante todo o ano sem ver sua produção afetada pelos altos e baixos da variação da economia de mercado", explicou Walkíria Borges Naves, secretária municipal de Agropecuária e Abastecimento.

Ainda de acordo com Walkíria Naves, além de trazer informações para incentivar a produção de frutas, o circuito serve como aperfeiçoamento para quem já está na atividade. "Esta é uma excelente oportunidade para contribuir com o aumento da produtividade, a redução dos custos de produção e o aumento da renda, já que a fruticultura não exige exclusividade. Pode ser intercalada com a produção leiteira e outras colheitas", disse.

Fruticultura em Uberlândia

Em Uberlândia, 356 fruticultores produzem anualmente, 60 mil toneladas de frutas em uma área de cerca de 4 mil hectares. "As variedades mais produzidas são a laranja, banana, maracujá, limão e abacaxi. Temos um mercado muito promissor nesta área e, por isso, os produtores precisam conhecer a atividade, descobrir novas e rentáveis oportunidades", finalizou.

Circuito Mineiro de Fruticultura
Data: 17 de setembro de 2010
Hora: das 8h às 16h
Local: Auditório Cícero Diniz (Av. Anselmo Alves dos Santos, 600)
Centro Administrativo Municipal

Confira a programação do evento:
8h - Inscrições
8h30 - Abertura
9h – Palestra: "Mercado e Comercialização", com Walkíria Borges Naves, secretária municipal de Agropecuária e Abastecimento
10h30 - Palestra: "Defesa Fitossanitária", com Airton Rigueira Bezerra (IMA)
12h - Almoço
13h30 - Palestra: "Resultados e Aplicações no Campo", com José Darlan Ramos (UFLA) e Ester A. Ferreira (Epamig)
14h45 - Palestra: "Diversificação de Frutíferas

(Fonte: Farol Comunitário - http://uberlandia-minas.blogspot.com, em 15/09/2010)

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Pianista faz apresentação dedicada a Chopin em Uberlândia

O pianista gaúcho Alexandre Dossin é o convidado para a noite desta quarta-feira (15/09) no encerramento da edição 2010 do projeto “Concertos Para Uberlândia”, no Teatro Rondon Pacheco. A apresentação está dividida em duas partes. A primeira é dedicada as obras de Chopin, em comemoração aos 200 anos de nascimento do pianista e compositor polonês. “É um dos compositores mais populares de piano e adorado pelo público em geral. A gente não erra quando o coloca em concerto”, disse.

A segunda parte é composta por 20 prelúdios e uma Toccata do pianista russo Sergei Prokofiev, baseados no poema do também russo Konstantin Balmont. “Não tão famoso, Prokofiev é um outro estilo, mais contemporâneo, que eu quis colocar em contraste”, afirmou.

Em sua primeira apresentação em Uberlândia, Alexandre Dossin se diz feliz por contribuir com a divulgação da música clássica. “Eu fiquei feliz de ter sido convidado para esta série. Acredito que seja um evento cultural importante para a comunidade”. Dossin é vencedor do Primeiro Prêmio e Prêmio Especial no “Concurso Internacional de Piano Martha Argerich” e de concursos internacionais como o “Grand Prix Maria Callas”, em Atenas, “Mozart International Piano Competition” em Salzburg.

Entre uma música e outra o artista, que completou 40 anos na segunda-feira (13), deve conversar com o público. “Cada pessoa que está no concerto vai receber a comunicação da música de forma diferente, dependendo do estado que ela se encontra no dia. Isso é muito interessante”, disse.

Pianista desde os 5 anos de idade, Alexandre Dossin tem na música uma forma particular de falar com as pessoas. “A música é comunicação. Cada vez que eu toco algo em público estou falando algo de uma maneira muito especial. É uma linguagem universal, que não precisa ser traduzida e que vai diretamente na emoção das pessoas”, afirmou.

Presença do público jovem

Para Viviane Taliberti, diretora artística e proponente do “Concertos Para Uberlândia”, o balanço das cinco apresentações já feitas neste ano, o sétimo do projeto, é positivo principalmente pela troca entre artista e público. “Percebemos na plateia pessoas que acompanham o projeto desde o primeiro ano e outras que assistem pela primeira vez. Nossos convidados comentam sobre a grande participação do público jovem”, afirmou.

Além dos concertos, Taliberti realizou ainda a segunda edição do Concurso Nacional de Piano Luis Thomaszek - com candidatos de mais de dez estados brasileiros e um estrangeiro – e máster classes. “É importante mostrar que essas atrações são interessantes tanto para quem faz e gosta de música quanto para quem não faz música, mas gosta”, disse Taliberti.

PROGRAMAÇÃO
F. Chopin Balada op. 23
Noturno op. 9 nº 1
Scherzo op. 31
Polonaise op. 53
Intervalo
S. Prokofiev Visions Fugitives, op. 22
Toccata, op. 11

(Do jornal Correio de Uberlândia, por Marcelo Calfat, em 15/09/2010)

Araguari visitada por torrefadores de café dos EUA

“Projeto Comprador” visa incrementar exportações de café para os Estados Unidos

Dezoito norte-americanos representantes de cerca de quinze torrefações de café dos Estados Unidos da América estiveram em Araguari no último dia 13 de setembro, participando do “Projeto Comprador”, evento internacional de compradores de café, que visa mostrar às torrefações norte americanas, que efetivamente se preocupam com a qualidade de sua matéria prima, o autêntico “Café do Cerrado” mineiro, com Indicação de Origem e todas as ferramentas de Certificação e Rastreabilidade do Produto, como também conhecer e entender as necessidades das indústrias norte-americanas, além de encurtar a distância entre o produtor e o torrefador norte-americano, para que maior parcela do lucro fique nas mãos do produtor e não com intermediários, enfim, procura-se dinamizar as cooperativas para incrementar as exportações diretas de café.

O evento destina-se às torrefações norte-americanas que têm o propósito de conhecer a tecnologia de produção e a qualidade do café do cerrado. São 15 torrefações vindas de diversas regiões dos Estados Unidos, as quais têm diferentes potenciais de compra, seja no curto, médio ou longo prazo. Os Estados Unidos são, juntamente com a Alemanha, os maiores compradores de café do Brasil, com 19% do total, no entanto, registrou curva descendente no período de janeiro/junho de 2009 para o mesmo período de 2010, com queda de 8,21% nas suas compras.

Os representantes de torrefações norte-americanas devem visitar Araguari, Uberlândia, Monte Carmelo e Patrocínio. O “Projeto Comprador” está sendo promovido pelo Café do Cerrado, com apoio da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Sebrae/MG, Cafés do Brasil e Specialty Cofee Association Of America. Em Araguari, os norte-americanos foram recebidos com almoço no Restaurante Kabana’s do Bosque, que, assim, se tornou palco de negociações internacionais, com muita propriedade.

(Fonte: jornal Correio de Araguari - http://www.correiodearaguari.com/correio, em 14.09.2010)

Uberabense receberá o Prêmio Balzan, dia 19 de novembro, em Roma

Matemático uberabense de renome internacional, Jacob Palis receberá o Prêmio Balzan no dia 19 de novembro, em Roma, por suas pesquisas e formação de pesquisadores. O anúncio foi feito no último dia 6 de setembro, na Itália, e marcou o reconhecimento a um dos maiores expoentes desta área. Na semana anterior, na mesma cidade, Palis receberá outra honraria: ingressar nos quadros da Accademia dei Lincei, a mais antiga Academia de Ciências ativa do mundo.

Nascido no dia 15 de março de 1940, ele foi para o Rio de Janeiro em 1956, graduando-se em Engenharia pela então Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde ingressou em 1958. Ainda quando aluno, interessou-se por matemática e física para melhor entender os conceitos e fórmulas que lhe eram apresentadas em seu curso. Em agosto de 1964, iniciou seu programa de doutorado na Universidade da Califórnia - Berkeley, concluído em 1967, sob a orientação do consagrado matemático Stephen Smale.

Jacob Palis dedicou 42 anos de sua vida à matemática. Ele preside a Academia Brasileira de Ciências e a Academia de Ciências dos Países em Desenvolvimento (TWAS). Também é conhecido como um dos maiores pesquisadores do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), no Rio de Janeiro. Ocupa desde 1973 o cargo de professor no Impa e foi diretor do instituto entre 1993 e 2003.

Palis também é coordenador do Instituto do Milênio (“Avanço Global e Integrado da Matemática Brasileira”) e membro estrangeiro da National Academy of Sciences (Academia de Ciências dos EUA) e da Académie des Sciences (Academia de Ciências da França).

Além da homenagem internacional, Jacob Palis, que no decorrer de sua trajetória como matemático tem contribuído para a expansão da grade curricular da matemática no Brasil, receberá um milhão de francos suíços, correspondente a R$ 1 milhão e 700 mil. Deste total, deverá aplicar metade em pesquisas científicas.

Reportagem do Jornal da Manhã o entrevistou por telefone para saber como foi a escolha feita pela Fundação Balzan, com sede em Milão e Zurique, que todo ano premia grandes pensadores de diversas áreas, como forma de reconhecer e estimular a pesquisa científica. Jacob Palis lembra que foi escolhido por sua contribuição à teoria de sistemas dinâmicos, campo de estudo matemático relacionado à teoria do caos, uma linha de pensamento dedicada a entender sistemas complexos e mutáveis.

Ele também informa que deseja aplicar a metade do dinheiro na sequência de um de seus principais trabalhos, o de formar novos e bons pesquisadores para aumentar o contingente desta área profissional brasileira. E, embora elogie a matemática brasileira em área avançada em pesquisa, critica duramente a disciplina aplicada nos ensinos fundamental e médio. Também destaca a importância da matemática em diferentes áreas profissionais e na construção do raciocínio lógico.

(Fonte: Jornal da Manhã, Uberaba-MG - http://www.jmonline.com.br/novo/

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Festival Bandas de Cá apresenta “Encontro de Bandas”

Será realizado também o "1˚ Concurso de Arranjos para Bandas Tradicionais de Música”
Nos meses de outubro e novembro em sete cidades (Ouro Preto, Barão de Cocais, Tiradentes, Diamantina, Juiz de Fora, São Lourenço e São João Del Rei), vão ser realizados dois belos e oportunos festivais voltados para o resgate das tradicionais bandas do interior de Minas Gerais. Intitulado Bandas de Cá, o evento acontece simultaneamente em duas vertentes.

A primeira é um super Encontro de Bandas, que acontecerá dentro de uma intensa programação cultural, com apresentação de bandas de talento, com o objetivo de premiar artistas, promover intercâmbio do tradicional com outras manifestações artísticas e potencializar a formação de platéias para valorização da autoestima e da própria arte.

O 1˚ Concurso de Arranjos para Bandas Tradicionais de Música tem como objetivo valorizar a música das bandas tradicionais, seus compositores e arranjadores, contribuindo com o repertório nacional das bandas de música, além de promover a diversificação, o acesso à cultura e a salvaguarda do patrimônio musical tradicional brasileiro.

Promovido pelo Cerem – Centro de Referência musicológica José Maria Neves de São João Del Rei, a realização é assinada pelo SESI MINAS.

No concurso poderão participar músicos de qualquer região do Brasil. As inscrições gratuitas serão aceitas somente as que apresentarem trabalho no âmbito da música brasileira, de temática livre, na modalidade arranjo musical, isto é, adaptação de uma composição musical para a execução por um grupo específico de vozes ou instrumentos musicais, neste caso, as bandas tradicionais de música. Geralmente compostas pelos instrumentos: Flautim, Requinta Mib, Clarinetas, saxofones, trompas, trompetes, trombones, bombardino, tubas e percussão.

O Festival Bandas de Cá foi dividido em sete etapas, cinco eliminatórias (11/10 a 08/11), uma semifinal (15/11) e uma grande final 29/11.

Ouro Preto
Data: 11 de Outubro
Local: Praça Tiradentes

Barão de Cocais
Data: 18 de Outubro
Local: Praça Monsenhor Gerardo (Praça da Matriz)

Tiradentes
Data: 25 de Outubro
Local: Largo das Forras

Diamantina
Data: 01 de Novembro
Local: Guaicuí

Juiz de Fora
Data: 08 de Novembro
Local: Parque Halfeld

São Lourenço
Data: 15 de Novembro
Local: Praça Vital Brasil

São João del-Rei - Encerramento
Data: 29 de Novembro
Local: Av. Presidente Tancredo Neves de Almeida

Resgate cutural das bandas tradicionais mineiras

Uma Mina de Bandas
O estado de Minas Gerais possui, hoje, cerca de mil agremiações de bandas de música tradicionais. Valiosas relíquias que permanecem anônimas, como tesouros escondidos no fundo do baú. A imagem é semelhante a de um instrumento muito raro, esquecido em sua caixa.

Do Circuito Guimarães Rosa ao Circuito Estrada Real. Do norte ao sul de Minas. Da Cordisburgo de João à Itabira de Drummond, a poesia, a arte, a música são tão naturais quanto o sertão, o cerrado ou a serra. O estado com mais municípios do país é também o estado com maior número de bandas tradicionais. Entretanto, apenas uma parcela muito pequena desse acervo alcança o reconhecimento. A grande maioria se encontra no ostracismo, sem dialogar com o público além de sua região nem com a contemporaneidade.

Bandas de cá
O projeto será apresentado em sete etapas, sendo seis eliminatórias, uma semi-final e uma grande final.

Cinco eliminatórias
Para esse momento, foram selecionadas cinco cidades representantes de pólos de produção artística no segmento - Ouro Preto, Barão de Cocais, Tiradentes, Diamantina e Juiz de Fora, para a promoção de um dia inteiro de festividades, sempre aos domingos.

Em cada uma delas, doze bandas, selecionadas pelo CEREM - Centro de Referência Musicológica José Maria Neves de São João Del Rei, irão apresentar em praça pública, num palco-coreto. Tais bandas receberão um incentivo, no valor de R$ 3.000,00 (três mil reais) para investirem no próprio trabalho profissional. Na ocasião, serão executados três arranjos, de um total de 15 pré-selecionados, que concorrerão ao prêmio final dos três melhores arranjos do concurso. Dessa forma, serão avaliados por um júri legítimo, artisticamente qualificado, os melhores arranjos.

Etapa semifinal - Na etapa semi-final três dos cinco melhores arranjos selecionados nas eliminatórias serão escolhidos para a Grande Final.

Grande final - O primeiro, segundo e terceiro lugares serão escolhidos na grande final.

O Evento
A abertura do evento em cada município será marcada por um grande desfile tendo à frente um carro antigo (uma “jardineira” de 1918), levando em seu interior a Banda Curió de Minas, sob a regência do Maestro Teófilo Helvécio, bem como um boneco representante do músico homenageado do Projeto, o compositor mineiro Ary Barroso.

Ao final da apresentação do concurso de arranjos, a Cia Navegantes de Teatro de Bonecos, sob a direção de Catin Nardi, fará uma apresentação do seu mais novo espetáculo: O Bloconeco - os bonecos gigantes anões de Catin Nardi e sua Banda.

Em torno da praça, haverá ainda uma exposição cenográfica itinerante, composta de músicos, instrumentos e curiosidades sobre a história das bandas tradicionais, além de uma exposição fotográfica, composta de 30 banners, sobre os melhores momentos de uma das etapas anteriores.

Final - A final acontecerá na cidade de São João del Rei. 

Para o Concurso, as inscrições podem ser feitas até o dia 30 de setembro.
O edital e ficha de inscrição estão no site: http://www.artbhz.com.br/

(Fonte: Site Ouro Preto World, o informativo cultural de Ouro Preto. http://www.ouropreto-ourtoworld.jor.br/ )

Festival de Dança vai agitar Ouro Fino

A cidade do sul mineiro, Ouro Fino, conhecida como "terra do Menino da Porteira" (Sérgio Reis), se prepara para um grande acontecimento cultural qua vai agitar os amantes da dança, profissionais e amadores. Nos dias 20 e 21 de novembro será realizado o primeiro festival de dança de Ouro Fino, promovido pela Open House Comunicação e Celltec em parceria com a Coordenação de Cultura de Ouro Fino.

O Ouro Dance Festival tem como objetivo resgatar e divulgar as manifestações da cultura através da dança, valorizando sua arte e também criar oportunidades para a revelação e desenvolvimento de novos talentos, bem como a troca de experiências entre os grupos e academias de dança de todos os estados.

As inscrições serão aceitas nas modalidades jazz, street dance, dança moderna, dança contemporânea, dança de salão e axé de rua. Os grupos e academias poderão inscrever-se nas categorias infantil (de 9 a 13 anos), juvenil (de 14 a 17 anos) e adulto (acima de 17 anos), observando que para os conjuntos haverá tolerância de 20% de elementos com idade superior ou inferior à categoria na qual o grupo está competindo.

A comissão julgadora será composta por três jurados previamente selecionados do meio artístico que irá avaliar os seguintes quesitos: técnica (10 pontos), musicalidade (5 pontos), desempenho (10 pontos) e figurino (5 pontos), somando o total de 30 pontos.

Os resultados serão divulgados no dia 21 de novembro, sendo que os participantes serão informados da necessidade ou não de se reapresentarem.

A premiação será entregue no mesmo dia e todos os participantes receberão certificados de participação nominal, no prazo de 15 dias após o encerramento do evento, via correios e endereçados aos diretores de cada grupo. Além de troféus, os primeiros colocados receberão prêmios em dinheiro. Para o primeiro colocado R$ 500,00; para o segundo R$ 300,00; e para o terceiro, R$ 200,00.

Os interessados em participar do evento, poderão se inscrever através de fax enviado para a Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Ouro Fino (ACIAOF), pelo telefone (35) 441-2744, juntamente com a ficha de inscrição, relação de integrantes do grupo e comprovante de depósito, pois no ato da inscrição deverá ser recolhido o valor correspondente a cada categoria: conjunto: R$ 10,00 por integrante, para cada coreografia e R$ 15,00 por integrante para duas coreografias ou mais; dança de salão: R$ 40,00 por casal/individual e R$ 20,00 por casal/grupo de no mínimo 3 casais.

Maiores informações podem ser obtidas pelos telefones (0xx35) 441-2744 ou 423-8010.

(Fonte: Ouro Fino onLine, o jornal virtual de Ouro Fino http://www.angelfire.com/ar/ourofinoonline - em 09.09.2010)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Festas e rituais populares de Minas

Nas festas populares de Minas tudo pode acontecer em nome da descontração e lazer. Algumas são encontros sociais - como os do habitante ausente -, encontros comunitários e comemorativos - como as festas da colheita. Nessas festas, cada comunidade exalta sua memória histórica, seus valores, suas características e usa modos peculiares de se manifestar e de receber os visitantes.

Barbacena, por exemplo, realiza a Festa das Rosas; Ibertioga, o Festival do Carro de Boi; Alpercata, a Festa do Quiabo; Sabará, o Festival da Jabuticaba; em Ouro Preto, Mariana, Ritápolis, São João del Rei e Diamantina, o Carnaval difere com seus blocos típicos regionais Também em Pirapora, o Carnaval correu fama pelo Brasil. Em Patos de Minas, acontece a Festa do Milho; em Uberaba é realizada anualmente a festa do Zebu, na exposição internacional do gado Zebu.

Os calendários de eventos de Minas ainda incluem entre suas festas populares as feiras de artesanato e culinária típica, festas da Cumeeira (quando se termina de construir a casa), festivais de música e exposições agropecuárias. Os aspectos mais exóticos dos festejos abordam com propriedade a sua origem, ou seja, o processo histórico da região e o aspecto devocional ao santo que a inspirou.

Não há festas folclóricas e sim manifestações folclóricas. Por exemplo, não existe a festa de Folia de Reis e sim a Festa dos Santos Reis, durante a qual a Folia de Reis é uma manifestação folclórica. Não existe a festa de Congado, mas sim a Festa de Nossa Senhora do Rosário ou a de São Benedito, durante as quais as Guardas de Congado, autênticas manifestações folclóricas, têm constante atuação.

As festas e rituais religiosos do Candomblé e da Umbanda, por discriminação, preconceito, ou até por ignorância, são consideradas pelos expectadores simples manifestações folclóricas. Na verdade, são festas com rituais ensinados por essas religiões de origem negra e que são tão importantes quanto às realizadas pela Igreja Católica ou por outras filosofias orientais.

Em Ritápolis

Em Ritápolis, a tão conhecida festa do dia 22 de maio se refere ao dia de Santa Rita de Cássia, padroeira da cidade. Essa festividade é conhecida em diferentes estados e comemorada também nas regiões. Antigamente, no momento da preparação, as mães mandavam fazer roupas novas, levar a família à igreja para novenas e missas até o esperado dia 22 de maio, com a presença de barraquinhas, muitas guloseimas, a igreja e as ruas enfeitadas pela população, visitas de pessoas de fora da cidade, parentes de longe que não deixavam de participar.

(Fonte: Ritápolis.com, por Uillas Vieira em Festas Mineiras - http://www.ritapolis.com/)