sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Aposentado encontra pedra de diamante em Estrela do Sul

Minas Gerais

Ele estava na calçada de casa quando avistou o diamante de 4 k

Um aposentado de 70 anos morador de Estrela do Sul, no Triângulo Mineiro, foi surpreendido por uma pedra de diamante na porta da própria casa. O caso foi no início do mês passado e repercutiu entre os moradores da pacata cidade que tem 7.255 habitantes, segundo dados do Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O município é conhecido pelo garimpo e pelas histórias de quem encontrou pedras preciosas de forma inusitada.

(Foto: casarão antigo da cidade - Altemiro Olinto Cristo / pt.db-city.com)
André Fontes, que procurou gemas boa parte da vida, proseava com os amigos na calçada. O assunto: diamantes. Foi quando um caminhão passou e espirrou a pedra para perto dos pés do ex-garimpeiro. A pedra tem quatro quilates e pode valer cerca de R$ 5 mil depois de lapidada. Se virar jóia pode valer ainda mais. Não é uma fortuna, mas alegrou a vida do aposentado. “Eu olhei e falei: esse trem não quer quebrar. Aí agachei, peguei e vi que era um diamante. Mostrei para os colegas que estavam junto e eles confirmaram”, disse.

A rua onde mora André Fontes pode ser a mais valiosa do Brasil. Na década de 70, quando a cidade começou a ser asfaltada, foi usado cascalho tirado do rio Bagagem, onde muitos diamantes foram encontrados. O aposentado e o prefeito Lycurgo Rafael Farani acredita que o diamante tenha saído do asfalto. O administrador do município está até preocupado. “Já imaginou a corrida para garimpar as ruas da cidade? Eu não vou ter recurso para tapar tantos buracos”, brincou.

Segundo o prefeito Lycurgo Rafael Farani, outras histórias são contadas na região. Em uma delas, um morador fez um buraco na própria casa. “Um morador sonhou que na casa dele tinha um diamante e cavou um buraco, mas não encontrou”, disse. Ele diz que outros já foram encontrados até na moela de uma galinha.
(Foto internet - solariseditora.com.br)

O museu da cidade guarda as fotos do sexto maior diamante do mundo. Ele foi retirado do Rio Bagagem. O “Estrela do Sul” chegou a ser exposto no museu Louvre, em Paris. Com a notícia de André Fontes, outros moradores disseram que vão ficar de olho nas ruas da cidade.“Vou prestar mais atenção. Quem sabe não acho um desse também”, disse o motorista Isac Almeida.

O estudante João Bacelar se empolgou com a ideia e já pensa em garantir o futuro: “Vou varrer a rua inteira e procurar um para mim”.

Estrela do Sul  (MegaMinas.com)

(Recebi esta semana a notícia, através da minha amiga estrelasulense, a competente jornalista Izabel Bacelar, que me enviou o link da matéria, por email. Autorizado por ela, estou publicando aqui no meu blog.)

Publicado em 04/01/2012 às 15:07, por G1 de

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Cachaça fabricada em Araguari com a assinatura de Oscar Niemeyer é lançada no Rio de Janeiro

A marca araguarina Montanhesa lançou, no último dia 6 de dezembro, a cachaça Tonel 8. O evento, acompanhado pela imprensa carioca e documentado pelo canal TV Brasil, foi realizado no escritório de Oscar Niemeyer, na avenida Atlântica, Rio de Janeiro.


A Tonel 8 com sua embalagem assinada
por Oscar Niemeyer, na foto abaixo
com o empresário Jeová Alamy

A Tonel 8 é uma edição limitada de 832 garrafas envelhecidas em tonéis de bálsamo por mais de 10 anos. Sua embalagem leva a assinatura de Oscar Niemeyer, o croqui da Igreja da Pampulha (Belo Horizonte) e sua frase mais conhecida: “- A gente precisa sonhar senão as coisas não acontecem.”

Jeová Alamy, proprietário da marca Montanhesa entregou uma das garrafas para o arquiteto, que agradeceu a homenagem aos seus 104 anos. Na oportunidade também esteve presente Lais Alamy, estudante do curso de Arquitetura e Urbanismo. “Admiro o trabalho e a personalidade dele. Não pude conter as lágrimas, tamanha a fascinação por esta oportunidade única de conhecer esse mestre,” revelou.


O traço inconfundível de Niemeyer originou-se dos princípios da arquitetura moderna, introduzidos pelo francês Le Corbusier e pelos ensinamentos de Lúcio Costa, outro grande destaque brasileiro. Criou sua identidade através da maestria no uso de curvas, muitas vezes inspiradas pela figura feminina e formas geométricas.

(por Talita Gonçalves, jornal Gazeta do Triângulo, em 13 de dezembro de 2011)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Somos

Somos
Algo de répteis
Quando agitados
Viramos o pescoço
Giramos a cabeça
Piscamos miudinho – amiúde

Somos
Quase anfíbios
De vida dupla
Percorremos o chão seco
Escorregamos no barro
Pra logo mergulharmos na água – a mágoa

Somos
Como pássaros
Que abrem as asas
Que abrem o bico
Ciscamos o espaço
Quando queremos voar – rodopiar

             (Macunaíma - Grande Otelo - Imagem: internet)

O que pouco somos
Pessoas...
Que vivem de sonhos
Amargam o ódio
Espalhamos violência
Depois esquecemos tudo
– ficamos surdos e mudos.


Ricardo Wagner Ribeiro
Brasília, julho de 2011

Fragmentos



Fragmento
Partícula de cimento
Fragmentaço
Fratura de aço
Fragmentículo
Cravado no olho

Fragmento
Fraga
Momento
Pedaço triturado
Lâmina, martelo
Faca, punhal

Fragmento
Fracto, fructo
Pigmento
Pedaço
Fração
Resquício, porção


Partícula da dor
Doendo
Sangrando, partindo
Cortando
Triturando sentimentos
Fragmentos do coração.

Ricardo Wagner Ribeiro
Brasília-DF, 11 de junho de 2011

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Paixão



Posso
Mas não devo
Abraçar, chegar perto
Me esfregar

A paixão
É sagaz, atrai
Distrai
Trai

Tem talento
Sedução
Sabe, conhece
Tem sempre razão
Seu perfume
Pode condenar
Pode pintar ferida
Pode até machucar

Por isso digo,                                                                             
Meu amigo
Se puder não chegue perto
Fique longe da paixão.

                                        Brasília, Beirute, 18.05.07

Menino (sonhando acordado)

Sonhando com o futuro
Me deito no gueto e olho o céu
Jogado nas ruas, nos bares, becos e praças
Sonhando acordado a manhã vem chegando

Olho o céu, olho o sol
O brilho no olhar é só meu
Ninguém pode roubar
É só abrir, posso sonhar, o luar é meu

Imagem: Observatório (site: unitrepoirino.it)

É dia, acordado, nem pude dormir
Sem brinquedo ou escola, sem pão nem família
Saio a caminhar em busca de quem sou
Sou menino de rua, mais um perdido a vagar

Mas lá dentro bate forte, existe esperança
Alguém se lembrará de mim, sei que existo
Preciso de uma chance, de alguém que me ame
Enxergue com os olhos do coração

Sou menino, um dia serei gente grande
Vou trabalhar, defender meu pão, ter família
Dormir e sonhar, sustentar filhos com o suor do rosto
Sou cidadão, não tenho nome, mas posso ser gente

Não quero muito, só um sonho para acreditar
Que a vida faça do meu mundo um futuro melhor
Basta uma mão amiga, é tudo que preciso
Sou menino de rua brincando de sofrer e sonhar acordado.


Ricardo Wagner Ribeiro
Brasília,07.05.2007

Esquecimento

                                               Ah! ia me esquecendo
                                               Mas agora me lembro
                                               Não posso esquecer
                                               outra vez, nunca, jamais!

                                               Preciso me lembrar
                                               Sempre
                                               Não vou mais
                                               Esquecer, eu ?
                                               Tô lembrado...
                                               Mas o que foi
                                               mesmo que havia
                                               me esquecido ?

                                                  Ricardo Wagner Ribeiro                              
Brasília,18.05.2007