segunda-feira, 30 de abril de 2012

Minas atinge a marca de 221 cachaças certificadas

Agência Minas - Uma das bebidas mais populares de Minas Gerais e do Brasil, a cachaça tem ganhado cada vez mais mercado com a certificação concedida pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). O Estado já atingiu a marca de 221 aguardentes certificadas por meio do programa voltado para produtos agropecuários e agroindustriais, que é executado pelo IMA desde o ano 2009.

A certificação é voltada para produtores de cachaças artesanais, produzidas com fermento natural e destiladas em alambique de cobre e é de adesão voluntária. As cachaçarias são certificadas segundo o processo de produção utilizado, que devem atender os procedimentos de boas práticas, adequação social e responsabilidade ambiental. Com isso, esses estabelecimentos passam a ter o direito de uso do certificado, da marca de conformidade e dos selos de certificação oficiais do estado de Minas Gerais, que são adesivados nas garrafas comercializadas.

O produtor Fernando de Castro Furtado, do município São João Nepomuceno, na Zona da Mata, foi o primeiro a ser certificado no IMA, em 2009. Para ele, a certificação abriu portas e tornou o seu produto mais reconhecido no mercado mineiro e nacional. “Minha cachaça está há poucos anos no mercado e já é reconhecida pelo público devido ao selo do IMA, que atesta ao consumidor a qualidade e a procedência de meu produto. A certificação abriu portas para que eu participasse de eventos de grande porte fora do estado, aumentando minhas vendas e estando ao lado de outras marcas que são referências nacionais”, comenta.
Programa do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) engloba cachaça
artesanal, com fermento natural e destilada em alambique de cobre.
(Foto: Divulgação)

A cachaça de Fernando de Castro Furtado tem o selo de qualidade do IMA e do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). Isso é possível, já que desde o ano 2009 o IMA é acreditado por esta instituição como Organismo de Certificação de Produtos (OCP) para cachaça. Esta condição propicia maior credibilidade e notoriedade em âmbito nacional e internacional para o processo de certificação de produtos agropecuários.

Das marcas certificadas, 26 são orgânicas (produzidas sem a utilização de agrotóxico e adubos químicos), 189 são convencionais, e seis são produzidas pelo sistema SAT, sem agrotóxicos, porém com a utilização de adubos.

Segundo o diretor-geral do IMA, Altino Rodrigues Neto, a expectativa é que até o final de 2012, o número de estabelecimentos certificados no Estado aumente em torno de 10%. “A intenção é continuar incentivando os produtores a aderirem à certificação, pois é um instrumento que dá maior garantia de qualidade à bebida, abre portas para novos mercados e colabora para o desenvolvimento do setor produtivo da cachaça”, completa.

O interessado em participar desse processo de certificação deve procurar um dos escritórios do IMA mais próximo de sua região para receber as orientações necessárias. Ou consultar o site www.ima.mg.gov.br/certificacao para conhecer as etapas da certificação.

(Por Aloisio Nunes de Faria, do Jornal de Araguari em 19 de abril de 2012 | 13:48) Fonte: Agência Minas

Araguari comemora Dia dos Ferroviários com lançamento de livro histórico

A Fundação Araguarina de Educação e Cultura (FAEC) realiza na próxima quinta-feira, dia 2 de maio, uma confraternização entre ferroviários aposentados e seus familiares para comemorar o dia dedicado a eles: 30 de abril. O evento acontecerá às 17h, na antiga estação de passageiros da Estrada de Ferro Goiás, hoje Palácio dos Ferroviários, sede do governo municipal.

Na mesma ocasião, será lançado o livro “A Ferrovia em Araguari”, obra de referência escrita pelas servidoras municipais Juscélia Abadia Peixoto e Aparecida da Glória Campos Vieira, ambas historiadoras do Arquivo Histórico Municipal e Museu Dr. Calil Porto, departamentos integrados à estrutura administrativa da FAEC.

Capa do Livro (Foto: FAEC)

O livro revela a importância dos ferroviários para o desenvolvimento de Araguari através de fotos e textos que relembram a fase dourada da ferrovia. A ideia inicial de editar a obra se deu em meados da década de 1990, quando começaram a ser publicados, em jornais e revistas locais, artigos sobre a ferrovia, todos escritos a partir de pesquisas feitas pelo Arquivo Histórico.

A intenção da FAEC é de que o livro seja doado para os participantes do evento assim como para instituições de ensino e bibliotecas da cidade.

(Por Aloisio Nunes de Faria, do Jornal de Araguari, em 27 de abril de 2012 | 18:32)

Governo de MG investe R$ 3 mi na construção de hospital municipal em Monte Carmelo

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) repassou no mês de abril a segunda parcela de R$ 1 milhão em um convênio firmado com a prefeitura de Monte Carmelo para beneficiar o Hospital Municipal. Ao todo serão investidos R$ 3 milhões, pagos em três parcelas, visando a construção da unidade. Os recursos são provenientes do Tesouro Estadual, para apoiar os hospitais que fazem parte da rede do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Estes investimentos serão destinados a obras da infraestrutura e aquisição de equipamentos”, declarou o secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge de Souza Marques. O Hospital será referência para Monte Carmelo e cidades próximas.

Monte Carmelo (Foto: Agência Minas)

Ainda segundo o secretário, o serviço possibilitará “a redução das transferências inter-hospitalares e o tempo-resposta do atendimento, oferecendo um ambiente hospitalar mais acolhedor, ágil, seguro e confortável, contando com um atendimento qualificado, equipamentos modernos e profissionais especializados”.

O Hospital Municipal terá 65 leitos de internação e, a princípio 08 leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). A unidade já está em construção desde o ano passado e a previsão é que esteja concluído no fim do primeiro semestre de 2013.

(Por Aloisio Nunes de Faria em Portal de Araguari em 28.04.2012 Fonte: Agência Minas)

sábado, 24 de março de 2012

Poema 15

Viagens


                            Quem faria
                            num entreato de obscuridade
                            dormir o meu coração gelado?
                           
                            Que, entre luzes e estrelas
                            faria queimar de gritos a voz
calada do meu peito vazio?

E quem, sonhando com um lírio
solto no céu acreditaria se visse
crepitar no espaço meu pensamento?

Durmo nervoso
num soluço de sol, poeira e bruma
aflito com os passos tardios do amanhecer.


Lorena

* Poema escrito em homenagem à minha filha, quando ela estava com 9 anos de idade, hoje com 26.
 


Assim como o tempo
que vai no vento
seu jeito de flor no cabelo
acende minha voz de cantor

Hoje eu acordei azul
ouvi você sorrir ao longe
me fez buscar a brisa do mar
vendo minha menina brilhar em meus olhos
como um arco-íris que atravessa o ar


Deu um sorriso na esquina
sandalhinha de couro
saiu pedalando a bicicleta
gingando feito borboleta, pensei:
você vai morar para sempre no meu casulo

A princesa é a minha cara
e tem um coração do tamanho do mundo
seus olhinhos diamantes raros
essa menina de quem tanto falo
é minha filha, meu amor puro.


Publicado em 24.03.2012 - data do 26º aniversário da Lorena

terça-feira, 20 de março de 2012

80 Primaveras parte IV - os filhos

Aqui a Dona Ruth irá ter revelada a história de seus oito filhos.


     6 de abril de 1955. Nasce em Araguari, no Hospital da Estrada de Ferro Goyaz, seu primeiro rebento: José Alberto, forte, bonito, moreno, ‘a cara do pai’, que depois ia servir de fôrma pra outros filhos, puxando a ‘cara e o focinho dos Ribeiro’. Mas o menino Zeca chorava dia e noite - até que alguém diagnosticou: a Ruth tem muito leite, mas o leite ‘tá fraco’, não sustenta o menino, por isso o choro madrugada adentro’.


     18 de julho de 1956, nasceu a menina Régia Ribeiro, branquinha e linda, que depois viria a ser uma loirinha muito boazinha, obediente e amorosa, uma pessoa iluminada e cheia de ternura, daqueles tempos até os dias de hoje.

     11 de julho de 1956, foi a vez de nascer o filho que herdaria o nome do pai: Eli Ribeiro Júnior, bebê forte, menino alegre, rapaz inteligente e tinhoso, ‘namoradô’ e caprichoso, bom filho, bom amigo, irmão, marido, pai e avô amoroso como ele só.
       24 de abril de 1958, chega o filhote Marcus Vinícius Ribeiro, bebê moreninho, bom menino, rapaz inteligente e trabalhador, hoje um super pai, super filho, maridão, super avô.

     1° de outubro de 1959. Às vésperas da inauguração da nova capital federal, vem ao mundo o quinto filho: Ricardo Wagner, bebê branquinho como a irmã Régia, quietinho, criado em caixote, foi muito esperto em dizer “não conto”, pra não confessar que comeu as bananas que seriam para a vitamina que Dona Ruth ia fazer pra toda a manada de filhos tomar e continuar a crescer viçosos.

     E assim, sucessivamente, foram nascendo outros filhotes: 24 de novembro de 1960, nasce Leonardo Alexandre, menininho raquítico que teve ‘bronquite’ e que exigiu muitos cuidados da mãe.

     Em 8 de novembro de 1961 chega o filhão Dalton Mendhelson, outro rebento que nasceu forte como um touro e que até hoje é um forte, atlético e bonito rapaz. Até aí, todos nascidos no Hospital Ferroviário, da Goyaz.
     Finalmente, aos 17 de janeiro de 1963, vinga a caçulinha Rejane, que nasceu em casa, a mãe sozinha, teve que pedir socorro para alguém ir chamar uma parteira, pra ajudar a menininha a nascer, só chegando depois que ela já estava do lado de fora.

     E assim foi, Dona Ruth, que você foi vivendo e trazendo ao mundo essas oito vidas, fora um ou dois que não vingaram, Deus sabe o por quê e Ele tem sempre razão, Ele que tudo sabe e tudo pode.

80 PRIMAVERAS parte III

E a história da minha mãe, Ruth, hoje aos 80 anos, continua.

Convite da festinha em homenagem aos 80 anos da Ruth

     Bonita como uma rosa em flor, você foi cobiçada por muito rapaz, chegou a ter uns namoricos, teve até dois moços muito apaixonados – Moraes e Vasco, que te pediram em casamento, mas ‘Seu Alberto e Dona Nedina’ num queriam não: “– por medo de fazer nossa ‘fia’ sofrê,”, dizia ele. O ciúme andava a cavalo e ninguém servia pra casar com as meninas do Seu Alberto.

     1953. Tempo vai, tempo vem, você já era mulher feita no corpo e na mente, freqüente na escola dominical, já tinha algum tempo de namoro com o jovem Eli, filho do Sr. José Ribeiro, ferroviário da Goiás, e de Dona Estelina, resolvem se casar na Igreja Presbiteriana. A partir daí, nossa história estaria só começando.

     Uns tempos morando na casa dos sogros, finalmente foram morar de aluguel em casinha simples, quase sem mobília, sem água encanada, fogão que você improvisava com algumas pedras e uma trempe no chão, você cozinhava o parco almoço, imagina-se que um arroz, feijão e talvez chuchu ou abóbora, raramente um pedaço de carne. Assim o tempo foi passando, mas Deus sempre ali dando providência.